Oração 29/05/2010

7 06 2010

Evangelho  Jo 16, 12-15

O que o Evangelho me poderá propor?

É preciso que eu esteja atento/a ao Espírito Santo, que me coloque na condição de discípulo(a) que escuta e acolhe na vida a verdade que é Jesus. Como escuto e acolho?

Poema

 
Abre a Quem Não Bater à Tua Porta
 
Se alguém bater um dia à tua porta,
Dizendo que é um emissário meu,
Não acredites, nem que seja eu;
Que o meu vaidoso orgulho não comporta
Bater sequer à porta irreal do céu.Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Alguém bater, fores a porta abrir
E encontrares alguém como que à espera
De ousar bater, medita um pouco. Esse era
Meu emissário e eu e o que comporta
O meu orgulho do que desespera.
Abre a quem não bater à tua portaFernando Pessoa

 

 

 

Reflexão…

 “Há a possibilidade de abrir a porta, vencendo o orgulho que nos ata e prende. No fundo, a possibilidade de me fazer irmão, para que nunca prescinda do outro, mesmo nas situações de mais difícil acordo ou entendimento. É bom, até em casa, ter a porta aberta para quem não ousa bater numa porta fechada.” Filipe Noronha

 Sugestão:

Como enviados, deixemos a nossa porta sempre aberta e consigamos abrir outras!

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Oração 22/05/2010

27 05 2010

Nas noites de desânimo e medo, quando ficamos sozinhos, sem encontrar caminho, pedimos o Dom da Sabedoria. Ilumina os nossos passos.
Vem Espírito de Luz.

Nos dias de luta e cansaço, nas dúvidas e incertezas, quando nos falta o sossego, pedimos o Dom do Entendimento. Acalma os nossos temores e afasta as nossas guerras.
Vem Espírito de Paz.

Quando chegam os momentos de tristeza, e perdemos ilusões e esperanças, quando chora o coração ferido, pedimos o Dom do Conselho. Estende para nós a tua mão amiga.
Vem, Espírito de Alegria.

No sofrimento dos pobres e na injustiça que oprime, quando os humildes nos chamam, pedimos o Dom da Fortaleza. Aumenta a nossa coragem.
Vem, Espírito de Fortaleza.

Para seguir Jesus, Caminho, Verdade e Vida, e sentir a sua amizade que nos vivifica, pedimos o Dom da Piedade. Dá-nos sede do Infinito.
Vem, Espírito de Vida.

Para podermos testemunhar, alegres, nas palavras e na vida, que existe um Deus que nos ama, pedimos o Dom do Temor de Deus. Ensina-nos a sermos irmãos.
Vem, Espírito de Amor.

Para nunca desanimarmos na vida e oferecermos sempre aos irmãos trabalho, amor e serviço, pedimos o Dom da Ciência. Dá-nos um coração generoso.
Vem, Espírito de Juventude.





Festa do Envio 15/05/2010

21 05 2010

O amor promove

Festa do Envio

Uma longa viagem começa com um primeiro passo…

Palavras universais que retratam o sentido e a importância do nosso percurso ao longo da vida. A universalidade deste sentido chama-nos, a todos, para um projecto grandioso e em especial, no dia 15 de Maio, na celebração das 19h, chamou-nos, na Festa do Envio, para a universalidade do projecto divino.

Recordamos o primeiro passo que demos, pelo Baptismo, abraçados pelos passos da nossa família e abraçados pelo amor da comunidade: a comunidade foi as mãos com as quais Deus nos abençoou.

No sacramento do Baptismo, o Senhor concedeu a cada um viver a beleza e a alegria de ser cristão, percurso que realizamos ao longo destes 10 anos de catequese, ajudados pelos nossos pais, padrinhos e restante família e por todos os colaboradores e pároco desta comunidade. Mas o dom concedido pelo Senhor chamou, neste dia, para algo mais…

Desejamos que, com a Festa do Envio, a chama da nossa Fé possa, como proferiu Bento XVI “resplandecer neste nosso mundo, que frequentemente vai às cegas entre as trevas da dúvida, a luz do Evangelho que é vida e esperança”.

Entramos nesta celebração pelos nossos próprios passos, apoiados por um simples cajado: símbolo de peregrino; símbolo de companheirismo; símbolo de protecção a todos; símbolo e instrumento de paciência e recondução; símbolo de uma missão; símbolo de enviado…

Que na Eucaristia que celebramos todos tenham colhido um pedaço de céu que ilumine o seu caminho e, principalmente, que ilumine o nosso caminho, pois escutamos o apelo de quem nos chama e, livremente, nos dispusemos a ser enviados.

Para além do cajado, escolhemos como símbolos para esta festa a luz e o sal.

Reacendemos a Luz recebida no dia do nosso Baptismo, como símbolo da missão do cristão, de levar luz onde haja trevas: Vós sois a luz do mundo(…). Assim, brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus. (Mt 5, 14-16)

Vive-se uma espécie de apagão interior, um estado de alma e de vida em que se torna difícil encontrar sentido e luz para os passos de cada dia. Cada vez mais são necessários testemunhos fortes, pessoais e comunitários, de vida nova em Cristo, vida esta que nos faz caminhar ao encontro do outro.

Quem professa a fé recebida no Baptismo sabe-se enxertado e incorporado em Cristo e, como tal, dá testemunho da fé e da vida cristã.

Recebemos o sal de que necessitamos para a missão de enviados de Cristo.

O que dizer da indiferença da sociedade actual? Parece que tudo o que não dá dinheiro, não é útil e não dá prazer é desconsiderado. Esta mentalidade utilitarista rouba tempero à vida, porque as pessoas passam a viver por interesse, para ter e gozar mais, sem olhar a meios para atingir os fins. Neste sentido, podemos dizer que este tempo é insosso, que lhe falta o tempero da gratuidade.

Os cristãos, em Igreja, são sal da terra, temperam e dão gosto à vida daqueles com quem se cruzam. Ser sal da terra é uma identidade que se recebe e se alimenta na comunidade cristã e reclama o exercício da caridade cristã e a colaboração assumida e consciente com a comunidade humana: na promoção da dignidade humana, da família, do progresso cultural, do desenvolvimento económico e social, da paz e da justiça. Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. (Mt 5, 13)

No final da celebração, vivia-se um clima de alegria, própria de quem recebeu uma missão ímpar, de acrescentar algo valioso ao mundo: o amor.

Recordamos a parte final da oração conclusiva do retiro de preparação desta festa:

O caminho da alma é o amor

O caminho do espírito é acreditar

O caminho de Deus é acreditar e amar – Eis o lema daquele que se deixa enviar.





Oração 15/05/2010

20 05 2010

Senhor,
Tu me chamas a viver em comunidade
E queres que edifique a comunidade.
Queres-me em comunhão com os outros,
Não para me sentir bem nem para ser mais forte,
Mas para que seja eu mesmo.
A comunidade é forte, se espera.
A comunidade é verdadeira, se ama.
A comunidade é santa, se eu e cada um é santo.
Ser comunidade é existir para os outros,
É encontrar-se e comprometer-se com os homens;
É rezar com eles e dar-lhes provas da própria esperança.
Só assim podemos aproximar-nos daqueles que não receberam a fé
E colocá-los nas tuas mãos, Senhor.
Só assim podemos suster a fé
Naqueles que a conservam
À custa de duras penas e grandes sofrimentos.
Ajuda-nos, Senhor, a ser, em Ti e na tua Igreja,
Sal da terra e luz do mundo.

(Adaptado de Francia, Alfonso, Muñoz, Mª Luísa, López, Jesús – Formación de Jóvenes para la vida)





Retiro 08/05/2010

20 05 2010

Na companhia do amor

A iniciar a 6ª semana da Páscoa, o nosso grupo de catequese esteve em retiro, para preparar a Festa do Envio. “Do Encontro Pessoal com Jesus, a Enviado de Cristo” foi o mote com que se iniciou este tempo…Temática apelativa e sugestiva que, por si só, nos coloca, logo, numa tentativa proactiva de deslindar esta relação de intimidade e de visualizar o caminho de enviado.

Ao longo do dia, entre momentos de oração, reflexão, criação e partilha, fomos (a)percebendo como anda a nossa relação amorosa com Jesus, já que, como nos foi dito, a fé é uma adesão amorosa à pessoa de Jesus Cristo e o que é necessário mudar em nós, para darmos testemunho desta relação, que nos deve fazer agir, pois Deus não tem outras mãos senão as nossas próprias mãos, como também escutamos.

A meio deste encontro, redigimos a nossa carta de envio, fruto da nossa reflexão acerca de quatro passagens bíblicas, que será lida na celebração da nossa festa, e, quase no final, registamos os nossos compromissos para avançarmos nesta caminhada que é o projecto de Deus, que integrarão o ofertório solene.

Carta de envio
A fé é algo pessoal que nos toca o coração e nos faz decidir por Jesus. Ser tocado por Jesus ou deixar-se tocar por Jesus é sempre convite e obra de Deus.
Muitas pessoas apostam a sua vida n’Ele e d’Ele fazem a sua vida: padres e religiosos, mas também pessoas que escolheram constituir família, ou que se dedicam, de alguma forma, ao projecto de Deus.
Qual a nossa resposta, a de cada um, a este convite?
Responderemos como o jovem rico, que queria seguir Jesus, mas recuou, perante a exigência do seu projecto? – (…) vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me.
Responderemos como Judas, que traiu Jesus com um beijo, símbolo de amor e amizade? – (…) E, então, é para isso que vens aqui? – perguntou-lhe Jesus.
Responderemos como Pedro, que, sendo o maior seguidor de Jesus, o negou? No entanto, ao reconhecer o seu erro, arrependeu-se e transformou a sua vida em resposta ao projecto de Jesus – (…) Então Pedro lembrou-se da palavra do Senhor: “Hoje, antes do galo cantar, negar-me-ás três vezes”. Saiu dali e chorou amargamente.
Responderemos como Zaqueu que, sendo um homem rico, chefe dos cobradores de impostos, subiu a uma árvore, para poder ver Jesus, pois queria conhecê-lo e, a seu pedido, recebeu-o em sua casa e converteu-se a Ele? – (…) Senhor, vou dar metade dos meus bens aos pobres, e se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo.
Jesus olhou estes quatro homens com amor, mas nem todos lhe responderam afirmativamente.
Hoje, que lugar ocupa Jesus nos nossos corações? Estamos dispostos a comprometermo-nos, verdadeiramente, com Ele e a colaborar na missão de que Ele nos incumbiu?





Oração 08/05/2010

15 05 2010

Ser enviado de Cristo significa conhecer Jesus com autenticidade, honestidade e verdade. Estar revestido de autenticidade é estar revestido de autoridade. O enviado é aquele que tem autoridade porque é autêntico.

Ser enviado de Cristo significa conhecer Jesus e a sua compaixão para com os outros. Quem recebe compaixão ganha nova força para a vida; quem se deixa compadecer (sofrer com os outros) ganha a maior e a mais bela expressão do amor de Deus, do amar agápico.

Ser enviado de Cristo significa conhecer a constância de Jesus. O enviado adquire estabilidade emocional frente aos desafios, não se deixando desanimar ou deprimir.

Ser enviado de Cristo significa conhecer o Jesus criativo. A criatividade do enviado supera a espiritualidade das paixões e constrói uma história para e (com)vida.

Ser enviado de Cristo significa conhecer a humildade de Jesus. Em Jesus Cristo conhecemos o verdadeiro sentido da humildade e o enviado é o rosto humano desta virtude que não humilha mas exalta.

Ser enviado de Cristo significa conhecer a serenidade de Jesus. O enviado é sereno, pois Deus lhe concede a serenidade para aceitar as coisas que não pode mudar; coragem para mudar as coisas que pode alterar e sabedoria para conhecer a diferença (entre o que consegue ou não modificar).

Na verdade a serenidade ou a paz interior opõe-se à precipitação. A arte da serenidade do enviado de Jesus Cristo pressupõe três vias:
O caminho da alma é o amor;
O caminho do espírito é acreditar;
O caminho de Deus é acreditar e amar – Eis o lema daquele que se deixa enviar.

(Retiro 10º ano – Carlos Costa Gomes)





Catequese 01/05/2010

7 05 2010

A glória do amor é amar

Esta semana, quinta da Páscoa, a nossa catequese teve a presença de alguns pais, que foram convidados para, juntos, prepararmos a nossa Festa do Envio.

Iniciamos com uma oração que nos transportou para as nossas vivências familiares e cada um fez a sua reflexão pessoal e a sua oração ao Pai, sempre presente, sempre ao nosso lado, como também nos recordava esta oração:

Porque Eu, o Senhor, sou o teu Deus…

Visto que és precioso aos meus olhos,

Que te estimo e te amo…

Não tenhas medo, que eu estou contigo. (Cf Is 43,1-5)

De seguida, o Jorge e o Nuno Valente levaram-nos a reflectir um pouco acerca da importância da Eucaristia, com a apresentação que nos prepararam, que nos interpelava a despirmo-nos de ideias feitas e preconceitos e a percebermos que este sacramento nos faz viver, sempre, algo de novo, que podemos trazer para a nossa vida, transformando-a.

Partirmos o pão
uns para os outros,
partilharmos uns com os outros,
ouvirmo-nos uns aos outros,
aproximarmo-nos uns dos outros,
darmos as mãos,
abraçarmo-nos mutuamente:
fazermos o que Ele nos fez.

O sacramento da Eucaristia é o centro e o coração de toda a liturgia da Igreja de Jesus Cristo. Pois é nela que se cumpre – dia após dia, em toda a terra – a missão confiada aos apóstolos por Jesus, na vigília da sua Paixão. Ele disse-lhes: “Fazei isto em memória de Mim”. Por isso, a nossa celebração está fundada no memorial da última Ceia de Jesus.

A preparação da nossa festa começou com um Brainstorming, a partir da frase Vai, o mundo precisa de ti…, que nos levou à seguinte reflexão:

Vai…

O Mundo precisa de ti, em missão

O Mundo precisa que outros te sigam

O Mundo precisa que vás ao encontro do próximo

O Mundo precisa que o cuides

O Mundo precisa que anuncies quem  te chamou

 

Vai…

Leva o teu Ser

Leva o teu sorriso

Leva a expressão de todo o teu Amor

Leva a Palavra…

Há nos olhos do Outro uma promessa

Sê, hoje, o presente

Que o futuro aguarda!

 

Vai…

Lança-te à Vida

Não tenhas medo!

Expressa-te do jeito que és….

És único no modo como o fazes.

Tem confiança,

Pois

Não estás sozinho!

Porque Deus é Amor

Aproxima -se dos que ama,

Quer estar com eles,

Chama por eles….

 

Vai…O Mundo Precisa de ti…

Falamos, ainda, sobre os símbolos escolhidos e o seu significado, para nós, para esta Festa do Envio:

Cajado: simboliza a caminhada na Fé, que se iniciou com o Baptismo e que continuará, com a preparação para o Crisma. Por vezes, esta caminhada pode ser dura, pois o mundo, fora da Igreja, mostra-se muito apelativo, daí a necessidade do cajado para nos apoiarmos. O nosso próprio blog é um apelo – Caminha Connosco -, porque nós temos vontade de caminhar, por isso é que estamos aqui.

Sal e Luz: para percebermos melhor o significado destes símbolos, reflectimos um pouco acerca de uma passagem bíblica – Mt 5, 13-16.

  • Sal: serve para purificar, conservar e, sobretudo, a característica que mais nos interessa, para temperar. Assim, nós, cristãos, somos tempero, que torna mais saborosas e agradáveis as relações entre as pessoas.
  • Luz: serve para aquecer e, acima de tudo, o mais importante para nós, para iluminar. Sem luz, não vemos, a natureza não se desenvolve, deixa de haver vida. Por isso, nós, cristãos, além de sabor, somos luz, para vermos os outros e para que as pessoas se vejam umas às outras.
  • Jesus diz sois e não deveis ser, ou seja, se não formos assim, não somos cristãos: quem é invadido pelo amor de Deus, não pode deixar de O manifestar na sua Vida, caso contrário, é como o sal que perde o sabor e fica sem serventia e a luz que fica escondida e já não ilumina nada.

Depois de acertarmos algumas questões práticas e de escutarmos a história de uma mãe que perdeu o seu único filho e se tornou mãe de todas as crianças desprotegidas, os adolescentes entregaram às mães/ pais uma surpresa que tinham preparado, antes da catequese, pois não podíamos esquecer o Dia da Mãe.